Bovespa sobe mais de 1% e fecha no maior patamar desde abril

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta superior a 1% nesta quinta-feira (16), depois de ter operado em queda no início do pregão – e atingiu nova máxima em quase 10 meses, após dados positivos dos EUA e declarações de autoridades europeias de que o acordo de resgate à Grécia deve ser selado na próxima segunda-feira.

O Ibovespa avançou 1,18% e fechou aos 66.141 pontos. Este é o maior patamar de fechamento desde o dia 27 de abril, quando o indicador alcançou os 66.264 pontos. O volume financeiro do pregão foi de R$ 8,4 bilhões.

Ao longo desta semana, o principal indicador do mercado acionário brasileiro já subiu 3,35%, até o momento. No mês, a valorização é de 4,87% e, no ano, o Ibovespa avança 16,54%.

“O mercado abriu pesado pela ameaça de rebaixamento de bancos europeus pela Moody’s e pela possibilidade de não liberaram financiamento para a Grécia até as eleições de abril”, afirmou o estrategista-chefe da SLW, Pedro Galdi.

“Mas os dados de auxílio desemprego (dos EUA) vieram bons e autoridades europeias desmentiram a notícia de que só iriam ajudar a Grécia em abril”, completou.

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caiu inesperadamente na semana passada, para perto da mínima em quatro anos.

Na Europa, autoridades disseram que propostas de alguns países da zona do euro de adiar o debate sobre ajuda à Grécia até as eleições no país não tiveram apoio. Isso aliviou a tensão criada mais cedo, após a agência de classificação de risco Moody’s alertar que pode rebaixar a classificação de crédito de 17 instituições financeiras globais.

Pregão
Por aqui, o repique do mercado ajudou ações que vinham sendo pressionadas recentemente. A preferencial da Vale, por exemplo, subiu 0,67%, a R$ 42,36, mesmo após a companhia ter reportado na véspera números fracos do quarto trimestre, em linha com a expectativa do mercado.

Já a preferencial da Petrobras teve valorização de 3,38%, a R$ 23,88, enquanto a ordinária avançou 3,32%, a R$ 25,49.

Cielo foi o grande destaque positivo do índice, disparando 6,24%, a R$ 59,90. Natura subiu 0,98%, a R$ 41,40, após ter informado que os resultados este ano devem ser melhores em relação a 2011, impulsionados pelo aumento do salário mínimo e pela inflação controlada.

Na outra ponta, B2W teve a maior queda do índice, de 3,92%, seguida por JBS, com recuo de 3,07%.

 

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Dona da marca Stella Barros estreia em Bolsa na sexta-feira

Será definido nesta quarta-feira o preço das ações da empresa Brasil Travel, dona da marca Stella Barros. Após o adiamento da oferta da Seabras, a companhia de turismo será a primeira a abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) esse ano. As ações começam a ser negociadas na Bovespa nesta sexta-feira. Segundo informações do prospecto da operação, a companhia pretende captar R$ 922 milhões. O valor foi calculado sem contar lotes adicionais e com o preço da ação saindo no meio do intervalo sugerido, ou seja, de R$ 1.450,00 por papel.

Se todos os lotes forem vendidos e a oferta sair pelo preço máximo, a operação pode render R$ 1,417 bilhão. Mas esse dinheiro não irá integralmente para o caixa da empresa, já que parte dessa oferta será secundária, ou seja, os atuais acionistas venderão parte do que possuem e embolsarão esses recursos. Da oferta principal (sem os lotes adicionais), a maior parte irá para o bolso dos acionistas. Apenas 26,7% corresponderá à oferta primária.

A Brasil Travel diz, no prospecto, que será a maior empresa do segmento de turismo do Brasil e da América Latina, em volume de vendas, após a oferta. Para a previsão, cita ranking publicado pela Euromonitor International. “Seremos, ainda, a empresa com a maior rede própria do Brasil, com presença em 21 das 27 unidades da federação brasileira, responsáveis por 98% do Produto Interno Bruto (PIB).”

A companhia conta que atua em todos os segmentos relacionados ao turismo, no Brasil, por meio de 35 grupos econômicos e 316 lojas, das quais 267 são lojas próprias e as demais franquias. Tem ainda 147 pontos de vendas do “Vai Voando”, destinados aos públicos das classes C e D. A empresa diz ainda que terá uma corretora de câmbio e uma corretora de seguros especializada no segmento de viagens, que prestarão serviços em caráter de exclusividade para suas empresas e clientes. A Brasil Travel terá mais de 12.000 agentes de viagens independentes cadastrados.

De janeiro a setembro do ano passado, a empresa registrou volume de vendas de R$ 3,7 bilhões e emitiu 3 milhões de passagens aéreas. O volume de vendas em 2010 coloca a Brasil Travel na 23ª posição no mundo, segundo o ranking das maiores empresas de turismo divulgado pela Euromonitor International. O lucro no mesmo período foi de R$ 77,8 milhões, um aumento de 28,6% sobre o mesmo período de 2010.

Os recursos conseguidos na oferta irão sobretudo (60%) para a compra de novas empresas no setor de turismo e abertura de novas lojas. Outros 18% vão para a expansão da rede de agências Stella Barros. Outros 8% vão para capital de giro e mais 8% para implementação de sistemas de integração e central de serviços compartilhados. Mais 6% irão para investimento em marketing.

 

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Caixa registra lucro de R$ 5,2 bilhões em 2011, alta de 37,7%

A Caixa Econômica Federal registrou lucro de R$ 5,2 bilhões em 2011, alta de 37,7% sobre 2010, divulgou nesta terça-feira (7) a instituição.

No último trimestre do ano passado, o lucro foi de R$ 1,6 bilhão, 20% a mais que no mesmo período do ano anterior.

O resultado operacional do banco atingiu R$ 4,6 bilhões, aumento de 69,4% em relação ao mesmo período de 2010.

O saldo da carteira de crédito apresentou evolução de 42%, totalizando R$ 249,5 bilhões, diz o banco, em nota.

A carteira de crédito comercial ficou em R$ 79,3 bilhões ao final do ano, alta de 43% em 12 meses. As operações destinadas às pessoas físicas ficaram em R$ 35 bilhões e aquelas destinadas às pessoas jurídicas em R$ 44,3 bilhões, alta de 30% e 55,2%, respectivamente.

O índice de inadimplência (considerando os atrasos superiores a 90 dias) correspondia a 2% do saldo total dos empréstimos e financiamentos em dezembro, mesmo percentual apresentado em igual mês de 2010.

Mais de 90% das operações de crédito estava concentrada nas classes AA a C, diz o banco.

 

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Redecard dispara 10% e deixa Ibovespa no maior nível em 9 meses

A disparada das ações da Redecard garantiu a alta do Ibovespa nesta terça-feira. O principal índice da Bovespa subiu 1,06%, para 65.917 pontos, num dia em que as praças da Europa fecharam com resultados mistos. Em Nova York, as altas eram bem mais modestas, de 0,17% no Dow Jones e 0,18% no S&P500, às 18h10. A alta do Ibovespa levou o índice ao maior patamar em nove meses, desde 29 de abril de 2011, quando cravou 66.132 pontos.

Redecard disparou nada menos que 10,17%, fechando cotada a R$ 35,30. As ações reagem a oferta anunciada pelo controlador, Itaú, de fechamento de capital. O preço proposto para comprar as ações dos minoritários é de R$ 35,00. Caso todos vendam, o Itaú deve desembolsar nada menos que R$ 11,77 bilhões. As ações da Redecard também tiveram o maior volume financeiro do dia, superando Vale e Petrobras. Negociaram R$ 790 milhões, ou 11,4% da Bolsa. A alta também puxou Cielo, que subiu 3,85%.

 

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Mercado eleva projeção para crescimento da economia em 2012 e 2013

A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – neste ano e em 2013 foi ajustada para cima. Para 2012, a projeção passou de 3,27% para 3,3%. Para 2013, a previsão de expansão subiu de 4,15% para 4,2%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial, neste ano, passou de 3% para 2,79%, e permanece em 4%, em 2013.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi mantida em 36,95%, este ano, e em 35,8%, em 2013.

A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano caiu de R$ 1,8 para R$ 1,75. Para 2013, continua em R$ 1,75.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) caiu de US$ 19,8 bilhões para US$ 19,5 bilhões, em 2012, e de US$ 15 bilhões para US$ 14,5 bilhões, no próximo ano.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 65,9 bilhões para US$ 67,95 bilhões, este ano, e permanece em US$ 70 bilhões, em 2013.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, neste ano e no próximo.

 

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Aeroportos rendem R$ 24 bi ao governo

Após disputa acirrada, com ágio de 348% sobre os R$ 5,4 bilhões estipulados no edital, as concessões dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos envolveram R$ 24,5 bilhões e abrirão ao governo federal receitas em até 30 anos, com pagamentos em prestações anuais que deverão, inclusive, envolver apoio financeiro do BNDES — ao menos na primeira fase das outorgas de exploração.

Quem levou a “joia da coroa”, como vinha sendo chamado Cumbica (o aeroporto internacional de Guarulhos), foi a brasileira Invepar, com R$ 16,2 bilhões e ágio de 373% no preço mínimo. Como aliada ela contou com a Airports Company South Africa (ACSA), companhia pública cujo acionista majoritário é o governo da África do Sul. A empresa, em 2010, quando a Copa do Mundo foi disputada pela primeira vez no continente africano, ficou responsável pela operação dos aeroportos do país-sede. “A ACSA está trabalhando conosco desde a concepção do consórcio, em 2011. A principal contribuição que eles vão dar é a bagagem de gestão em período de Copa do Mundo”, disse Gustavo Rocha, presidente da Invepar.

Outra que adotou estratégia agressiva e arrematou o aeroporto de Brasília — antes visto pelo mercado como a concorrência menos interessante, foi a brasileira Engevix, com aporte de R$ 4,5 bilhões, ágio de 673%. Com o consórcio Inframérica Aeroportos, formado com a argentina Corporación América, que já havia vencido o leilão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), o primeiro a ser privatizado no País, a Engevix levou a melhor.

Já na disputa pela gestão do aeroporto de Campinas (Viracopos), o consórcio da Triunfo Participações ficou à frente, com ágio de 159,8%, com proposta de R$ 3,821 bilhões, junto da  UTC Engenharia e a francesa Egis.

 

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Tesouro emite mais R$ 10 bilhões em títulos para capitalizar BNDES

A Secretaria do Tesouro Nacional emitiu cerca de R$ 10 bilhões em títulos públicos para capitalizar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo portaria publicada nesta sexta-feira (20) no “Diário Oficial da União”.

A operação já era aguardada pelo mercado financeiro, uma vez que já havia sido anunciada pelo governo anteriormente.

Em dezembro do ano passado, o governo tinha emitido outros R$ 15 bilhões para o banco público de fomento. Com a operação desta semana, o Tesouro Nacional completou os R$ 55 bilhões de emissões já autorizados pelo Congresso Nacional.

Nos últimos anos, o governo injetou cerca de de R$ 235 bilhões no BNDES. Em 2009, foram alocados R$ 100 bilhões e, no ano retrasado, mais R$ 80 bilhões. No ano passado, e no começo de 2012, outros R$ 55 bilhões destinados ao BNDES. Os recursos foram viabilizados por meio da emissão de dívida pública.

Ao anunciar, em março do ano passado, uma nova capitalização do BNDES, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que os recursos seriam necessários para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) 3, por meio do qual serão concedidos empréstimos ao setor privado com taxas de juros subsidiadas.

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Leilão de aeroportos será ‘dos mais complexos’, diz BM&FBovespa

O leilão de concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, marcado para o dia 6 de fevereiro, será “um dos mais complexos” já realizados no país, de acordo com o diretor de operações da BM&FBovespa, André Demarco, responsável por conduzir o leilão, incluindo a disputa em viva voz.

“Esse leilão traz uma dinâmica diferenciada, pois ofertará três aeroportos simultaneamente”, diz Demarco, durante apresentação à imprensa da sistemática do leilão. “Tendo a participação de seis a sete proponentes, a nossa previsão é de uma duração de 5 horas”.

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Ações próximas de romper resistência

Uma boa maneira de operar ações, é procurando aquelas que estão próximas de romper a resistência, e aguardar a confirmação do rompimento para compras ou vendas. Algumas análises que fazemos, utilizamos este filtro.

Abaixo a lista de algumas ações que estão próximas de romper a resistência:

  • TRPL4
  • PETR4
  • LOGN3
  • NATU3
  • FFTL4
  • BBRK3
  • BEMA3
Para mais informações sobre ações próximas de romper a resistência, acesse o site do Bolsa Financeira, e faça um rastreamento:

Bolsas Asiáticas caem com temor na Europa

A maioria das bolsas de valores asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira (9), com temores renovados sobre os desdobramentos da crise de dívida europeia ofuscando sinais de vigor na economia dos Estados Unidos.

Dados mostraram na sexta-feira que, embora a geração de emprego nos EUA tenha acelerado no mês passado, as vendas no varejo da zona do euro diminuíram e a confiança econômica azedou no fim de 2011, apontando recessão no bloco monetário.

“Se não tivéssemos a Europa, esse mercado estaria avançando por conta dos números dos EUA”, disse Jamie Elgar, operador da corretora Burrell & Co, em Brisbane.

Preocupações sobre a Europa se intensificaram com o rebaixamento da Hungria para grau especulativo na sexta-feira. O país é membro da União Europeia, mas não da zona do euro.

A revista alemã Der Spiegel publicou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está perdendo confiança na capacidade da Grécia ajustar suas finanças públicas.

Com as notícias negativas, o euro caiu abaixo de 1,2670 dólar, o menor valor em 16 meses, e para 97,47 ienes, a mínima em 11 anos.

O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão tinha leve alta de 0,2%. Os mercados de Tóquio estavam fechados por causa de um feriado.

As ações da China destoaram da tendência geral, com o índice referencial de Xangai avançando 2,89% depois que o premiê Wen Jiabao disse que Pequim irá melhorar a regulação do mercado e proteger os direitos dos investidores.

O mercado subiu 1,47% em Hong Kong, enquanto a bolsa de Taiwan recuou 0,39%. O índice de Seul encerrou em baixa de 0,90%. Cingapura retrocedeu também 0,90% e Sydney fechou com leve desvalorização de 0,07%.

Fonte: Globo.com

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